USF e Equipas Comunitárias de Saúde Mental de Adultos – Duas Equipas, a mesma finalidade

A USF-AN marcou presença no IV Encontro Nacional de Equipas Comunitárias de Saúde Mental de Adultos que se realizou em Coimbra em outubro de 2025, a convite de um dos coordenadores para a implementação de Equipas Comunitárias de Saúde Mental para os adultos no país e membro da Coordenação Nacional do Programa de Saúde Mental, o psiquiatra Joaquim Gago. A ideia é, num futuro próximo, constituir uma Associação de Equipas Comunitárias de Saúde Mental e, por essa razão, queriam ouvir a experiência da USF-AN.

A constituição destas Equipa Comunitária de Saúde Mental de Adultos tem como finalidade maximizar a capacidade das equipas para se diferenciarem de um modo dinâmico, mas sustentado, adaptando-se cada vez melhor à complexidade das situações. Consideraram dois modelos organizativos, de desenvolvimento sequencial:
- Equipa Comunitária de Saúde Mental – Modelo A (ECSM-A): corresponde a uma ECSM prestadora de cuidados essenciais na comunidade. Inclui um programa integrado para pessoas com doença mental grave, com atribuição de um terapeuta de referência e realização de um plano individual de cuidados e um programa de articulação com os Cuidados de saúde primários, consultadoria.
- Equipa Comunitária de Saúde Mental – Modelo B (ECSM-B): mantém o nível de seguimento do modelo A, ao qual acrescem programas e projetos mais diferenciados, dirigidos necessidades a específicas identificadas na população (por exemplo, um programa de psiquiatria geriátrica).
A área da Saúde Mental é uma das áreas em que é preciso evoluir, como sempre defendemos na USF-AN, e esta estratégia de Equipas Comunitárias de Saúde Mental é uma resposta que é, de facto, uma parte da solução, e uma solução pública, dentro do SNS. Os resultados falam por si.

Toda esta reforma da Saúde Mental tem inúmeros pontos de contacto com a reforma dos Cuidados de Saúde Primários. Tem documentos enquadradores como “A Reforma da Saúde Mental em Portugal: três anos de transformação”, documentos virados para a operacionalização como “Manual para a Implementação e Desenvolvimento de Equipas Comunitárias de Saúde Mental para a População Adulta”, programas de formação específicos, estudos científicos sobre o seu impacto (como o apresentado nos slides acima), experiências-piloto em outras áreas da saúde mental que podem trazer mais informação sobre como avançar (existem15 Centros de Responsabilidade Integrados – CRIs -piloto, que terminaram a sua fase piloto em 2025, de Serviços de Psiquiatria em geral onde se integram estas equipas), uma equipa a governar a reforma, apoio político e muitas centenas de profissionais motivados.
A USF-AN vai continuar a colaborar com esta e outras associações e movimentos que tenham como finalidade melhorar a Saúde de todos os que residem em Portugal.
A Direção da USF-AN