Este é o contributo da USF-AN para o debate nacional sobre o futuro da saúde em Portugal e para a construção de consensos em torno das reformas necessárias para responder aos desafios atuais e futuros do sistema de saúde.
A USF-AN acolhe a ideia deste Pacto para a Saúde, apresentada pelo Presidente da República, como uma oportunidade crítica para enfrentar os desafios estruturais da Saúde. Este compromisso deve estar acima dos ciclos eleitorais e assentar em estabilidade, financiamento plurianual, gestão profissional, carreiras justas e reforço da centralidade do SNS enquanto instrumento de equidade e coesão social. O Pacto deve, neste sentido, propor medidas para a redução das despesas diretas das famílias, o combate às desigualdades no acesso aos cuidados, o fortalecimento da ação local e o envolvimento de cidadãos e profissionais numa governação da saúde mais descentralizada e participativa.
Para a USF-AN, os Cuidados de Saúde Primários devem constituir o eixo estruturante da integração de cuidados, com valorização dos centros de saúde, expansão do modelo USF, maior autonomia no contexto das ULS e aposta na transformação digital, incluindo um registo de saúde eletrónico único e a utilização ética da inteligência artificial.
Mais do que um conjunto de intenções, exigem-se objetivos claros, mecanismos de monitorização e capacidade para assegurar a continuidade das medidas acordadas.
Este novo documento resulta da evolução do documento inicialmente apresentado e agora enriquecido com a discussão interna realizada, nomeadamente junto do Conselho Consultivo da USF-AN.
Consulte o documento completo no site da USF-AN: Pacto para a Saúde
P’la Direção da USF-AN