USF-AN reúne com coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde

A USF-AN reuniu com o Prof. Adalberto Campos Fernandes, coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, numa sessão de trabalho dedicada à reflexão sobre os desafios e prioridades para o futuro do sistema de saúde em Portugal. Nesta iniciativa de diálogo político e social lançada pelo Presidente da República, António José Seguro, a USF-AN fez-se representar por André Biscaia (Presidente), Nelson Magalhães (Vice-Presidente), Cristiana Vilaça Fernandes e Gonçalo Melo (Vogais da Direção).

No encontro, realizado a 25 de junho, a delegação da USF-AN apresentou a sua posição sob o mote “Um pacto para a saúde que vá além das palavras”, defendendo que este só será verdadeiramente relevante se transcender a retórica política e se traduzir num compromisso de longo prazo, estável e imune aos ciclos eleitorais de curto prazo.

Entre os principais contributos da USF-AN destacaram-se a necessidade de estabilidade e continuidade nas políticas de saúde; a importância da descentralização, de um financiamento adequado, de uma gestão profissionalizada e de carreiras justas; e o reforço dos Cuidados de Saúde Primários como eixo estruturante do SNS.

Foram ainda sublinhadas a importância da integração de cuidados no contexto das ULS, salvaguardando a autonomia e centralidade das Unidades de Saúde Familiar; a aposta na digitalização, num registo de saúde eletrónico único e na inteligência artificial como instrumentos de desburocratização e apoio à decisão. A necessidade de garantir o interesse público na articulação entre Estado e o setor privado foi ainda salientada, assinalando-se as elevadas despesas das famílias com a saúde como um sinal de desigualdade no acesso a cuidados essenciais.

A USF-AN reforçou também a relevância dos determinantes sociais da saúde e do papel do poder local, defendendo uma visão “glocal”, capaz de adaptar soluções às realidades concretas de cada território, bem como a urgência de repensar a saúde e os cuidados de saúde numa perspetiva integrada e sustentável.

A associação reiterou que um pacto só terá impacto real se ultrapassar o plano das intenções e se materializar em mudanças concretas, encontrando-se disponível para a apresentação de medidas específicas, com um objetivo claro: garantir que cuidados de saúde de qualidade cheguem a todos, sem exceção.

A Direção da USF-AN